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BE debateu sobre a Central Nuclear de Almaraz

16 out, 2020

O Bloco de Esquerda realizou uma sessão pública sobre a temática da Central Nuclear de Almaraz, que contou com as intervenções da deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, Fabíola Cardoso; e do meteorologista e ativista ambiental na região do Tejo, Manuel Costa Alves. A moderação ficou a cargo do membro da Comissão Coordenadora Distrital de Castelo Branco do Bloco, António Fiúza. 

Durante a sessão foram dados vários exemplos de centrais nucleares e dos problemas associados a estas estruturas, como, por exemplo, o acidente em Fukushima, em 2011.

Em nota a organização refere que também se falou de forma como afetaria na região transfronteiriça um incidente na central e de acordo com a simulação feita com tecnologia da NATO pela Escola Prática de Engenharia do Exército, um acidente nuclear em Almaraz, com as mesmas características que o ocorrido em 2011, em Fukushima, lançaria uma nuvem radioativa para a atmosfera que, ao fim de 38 horas, já teria atravessado a fronteira e atingido a região centro de Portugal. As cidades mais afetadas seriam Castelo Branco e Portalegre, que ao fim de um mês já teriam acumulado na atmosfera 1 sievert de radiação ionizante sobre os seres humanos.

Em junho de 2020, a Central sofreu dois incidentes no espaço de 5 dias onde os reatores das Unidades I e II se desligaram automaticamente sendo que a Unidade I estava em fase de carregamento de energia, a 51%. A falta de arrefecimento pela água, devido a desativação automática dos reatores poderia levar ao aquecimento provocando uma fusão nos reatores.

O BE diz que tanto Fabíola Cardoso, como Manuel Costa Alves, que já defende a necessidade de Planos Especiais de Emergência há alguns anos, consideram imperativo a implementação destes planos com o objetivo de informar, organizar e proteger as populações possivelmente afetadas por um desastre nuclear em Almaraz. Por isso “é imprescindível conhecer cientificamente o que poderá acontecer em caso de acidente e criar cenários sobre os diferentes graus de intensidade de um acidente nuclear e a sua propagação quer à bacia hidrográfica do Tejo, quer atmosférica”.

Durante a sessão foi defendido a equação, com especialistas, de vários cenários com base nos diferentes graus de intensidade identificados e nos graus de dano previstos e definir raios de ação; assim como definir medidas preventivas em caso de declaração de emergência e que de forma clara e inequívoca cada entidade do Sistema de Proteção Civil saiba o que fazer.

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